quarta-feira, 30 de novembro de 2011

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E parte de mim se desmancha agora

Em pranto, em choro, em lágrimas, em dores

Em saudade, em pequenos momentos, em você


Vem a saudade, a vontade, o querer estar com você

O sonhar com teus olhos e pedir teus abraços

Rezar para que aquele dia chegue, que você chegue

Ou volte, tanto faz... Mas que venha


Com urgência para atender um coração

Que bate tão louco querendo a metade que você levou consigo

Se sabes me diga, não quero outra verdade

Alem daquela que se mostrou entre nossos olhares

Na primeira vez que te vi

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Lost

Perdida.


Talvez essa fosse a melhor definição da menina das estrelas.

Encolhida em seu ninho particular, compartilhava seus medos com a brisa. Pensamentos voando longe. Suas duvidas eram mortais. Não uma morte de corpo, mas de alma.

Fechou os olhos e ao encontrá-lo ao seu lado, prendeu a respiração. Mas por pouco tempo, pois não demorou para que desse conta de que aquele outro Ele também estava lá. Um do lado do outro.

Ambos com as mãos estendidas esperando uma resposta que ela não sabia dar.

Abriu os olhos.

Vaga lumes sobrevoando numa dança confusa. Como seus pensamentos

-Estou perdida- ela suspirava- Completamente...

domingo, 6 de novembro de 2011

Errado

Foi tudo errado, tudo incerto. Não foi planejado, não foi nem um pouco planejado.

Eu não queria e com certeza você também não, mas estamos aqui agora. Você olha nos meus olhos como quem não entende essa verdade. Ou seria uma mentira?

Não sei dizer, só sei que está tudo errado, tudo de cabeça pra baixo.

Penso em você, o tempo todo. E a cada pensamento meu, um erro. Porque nos somos as pessoas erradas.

Errados de corpo, errados de alma. Mas isso não faz diferença não é? Nunca fez diferença pra você. Então... Pra mim também não faz.

Sim, eu me entrego. E se for errado que se dane. Não me preocupo, me entrego, e caio assim... Lentamente. Não sei se no final será em seus braços, mas eu sinceramente espero que seja.

Errados, certo? Ou a certeza disso é um completo desastre? Eu não sei dizer, não sei nem se ouso pausar essa duvida. Mais eis que estamos aqui de novo.

Você olhando em meus olhos, e eu olhando nos seus. Procuramos o certo que virou errado. Um grito errado para o mundo. Um suspiro certo a ser ouvido.

Talvez os que amam e são amados não irão entender isso. Mas o errado é aquele suspiro de fim de noite, vendo aquela memoria impressa, sentir aqueles braços invisíveis ao seu redor e pedir ao vento o perfume amado.

E o certo agora é ridículo perto do errado que sinto.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Eternamente


Ultimamente andei meio longe... Distante. Tentando achar algo que eu já sabia onde iria encontrar. Decidi hoje escrever sobre você. Escrever sobre o que realmente importa pra mim.

Confesso que evitei escrever sobre isso, pois sempre que me lembro desses sentimentos, me lembro da realidade. Quero estar ao seu lado não importa quando e como. E isso machuca.

Machuca saber que certas coisas podem ficar apenas no campo da imaginação.


Eu sonho com você.


Todas as noites.


Uma por uma.

E em cada uma, vejo seus olhos. Cor de mel. Doce, assim como você. Sinto seu toque, seu cheiro, seu calor e seus movimentos. Sinto uma explosão no peito, transformo minha realidade. Meus sonhos, meus mundos. Vivo então os mais delicados momentos ao seu lado. Deitamos sobre estrelas, viajamos universos de mãos dadas. Corremos em florestas e nos abraçamos sob a luz da lua, ou sobre a própria lua.

Sinto sua voz, macia. Você me abraça e me diz três palavras pelas quais eu trocaria minha vida para tê-las. “Eu te amo” você diz. Eu te amo.

Amar é complicado, mas por você vale a pena. Cada pequeno gesto, cada pequeno sorriso. Você me traz paz.

E não me importa quem esteja a nossa volta, não importa nada ao seu lado. É você meu mundo.

Mas sonhos são sonhos. Amores são amores.

Me pergunto se algum dia isso irá se tornar realidade. Pois cada vez que te vejo, uma ponta de sonhos me cutuca. E a cada abraço teu, sinto estar um passo mais perto do paraíso.

Eu não quero o paraíso. Eu quero você.


Sinceramente eu poderia dar minha vida por um segundo de amor teu. Te amei desde a primeira vez que te vi e vai ser sempre assim.


Quando era criança, minha meta de vida era fazer alguém feliz.


Meu coração guardou a criança. E você se tornou meu alguém.


E eu te amo.


Eternamente.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Não Alice...

Depois de choros, gritos e palavras afiadas, ela abriu os olhos.

Não era difícil entender o que se passava na mente de Alice, principalmente porque nos últimos dias ela havia estado naquela que seria uma das mais conturbadas noites de sua vida. Mas agora não era hora de se importar com isso não é mesmo? O sangue Alice, o sangue...


Isso mesmo garota, guarde essa lâmina e apague isso do passado, e não se esqueça de queimar aquele lenço.

Não Alice, desse jeito você vai queimar a casa, faça com cuidado, esqueça essa lata de gasolina e vamos jogar este lenço na lareira. Aliás, porque você não se senta à frente dela?

Não Alice, Sentar na frente dela e não se jogar sob suas chamas. Fique quieta por favor. Eu sei... você quer chorar não é? Não se preocupe, pode falar.

Falar Alice, F-A-L-A-R. Não precisa gritar para que todos do bairro ouçam.

Sim, eu sei, ele é um canalha e fez o que fez justamente pela sua péssima personalidade. Seus amigos não vão julgar ou brigar com você, acredite.

Eu? O que tem eu? É Alice, eu sempre estive aqui... Porque você nunca notou? Talvez porque eu nunca quis que notasse.

Não Alice, eu não quis dizer isso, volte, largue esse caco de vidro! Aliás onde você o arrumou?

Alice, você é uma perturbada sabia? Que ideia foi essa de jogar a garrafa de vinho no chão? Venha, pare de fazer besteira, sente-se e venha contar sua história. Ou melhor, porque não a esquece?

Sim minha menina, esquecer. Porque as vezes é melhor rasgar as folhas de um livro e recomeçar. E veja estas lágrimas, enxugue-as. Eu sei, eu sei, o lenço tá na lareira, mas veja, eu tenho um no bolso.

Você está sorrindo, pelo menos sirvo pra alguma coisa não é? O que tem eu? Não pequena, eu não... Desculpe.

Espere, aonde você vai? Não Alice, saia de perto dessa sacada! Você não é nada disso, santo Cristo! De onde tirou essa ideia? Olha, acredite em mim quando digo que você é a garota mais linda que conheço, você é inteligente, bonita, engraçada, divertida, estudiosa, você é absolutamente incrível! Não, isso não é mentira... Eu nunca falei sério em toda minha vida...


E depois disso foram-se os choros, os gritos ou qualquer palavra afiada, ela chegou mais perto e fechou os olhos. Eles fecharam os olhos e não esperavam mais por um final feliz. Eles o faziam.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O menino, a rosa e os espinhos

Era uma vez um garoto e era uma vez uma rosa. Eram tantas as vezes o garoto e a rosa que um belo dia eles se tornaram um.

Desculpem-me o mal jeito... Vou começar de novo.

Era uma vez um garoto, pequenino dos olhos cinzas, tinha em seu aposento uma pequena porém delicada roseira. Mas a roseira não dava rosas, somente espinhos e isso o entristecia. Todos os dias o pequenino ia lá regá-la com esperança de que um dia ele veria nascer uma bela rosa vermelha... Dias se passaram, meses se passaram, e numa noite de lua cheia, entristecido por não conseguir sua preciosa rosa, o menino chorou.

Suas lagrimas caiam de leve e acabaram por regar a roseira, e em meio a prantos o menino dormiu. A roseira porém atendeu ao seu pedido e transformou suas lágrimas na mais bela rosa vermelha.

No dia seguinte, ao se deparar com tamanha beleza da nova flor que surgia, o menino se fez alegre e cuidou da rosa para que não envelhecesse depressa. E não envelheceu.

Cada vez, mais e mais, o pequeno garoto se perdia em admiração à rosa até que desejou ser tão belo quanto ela. Queria se tornar uma rosa.


O problema meus caros, é que rosas tem espinhos.


E assim que abriu os olhos, eis que surgia um misto de garoto, beleza e espinhos. E como se tornara um menino belo... Mas rosa é uma flor complicada...

No começo todos o amaram, meninas de todos os cantos vinham para lhe cortejar, queriam para si o tão belo menino, mas ao chegarem perto, seus espinhos as machucavam. No começo ele não se importava. Era amado e desejado, e isso bastava.

Dias se passaram

Meses se passaram

E por fim o inverno chegou. E não tardou para que percebesse que não tinha ninguém ao seu lado para aquecê-lo.

E foi assim durante vários invernos...

Até que um dia ele fez uma das maiores insanidades. Cansado dos espinhos ele os cortou, um por um, lenta e dolorosamente. O curioso é que ao cortar os espinhos, lagrimas brotavam.

No final, já livre dos espinhos e contorcendo-se de dor, o garoto fechou os olhos e esperou por aquela que seria sua morte, eis então que surge as mãos de uma bela moça que o colhe e cuidou dele para que não envelhecesse. E não envelheceu.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

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Todos fecham as portas e se escondem

Imersos nos sorrisos doces de pessoas às suas voltas

Mas esquecem que naquela pequena casa mora um garoto sozinho

E ele não chora

Ele cansou de chorar


Todos comem e festejam suas crenças especiais

Embebedam a noite com seus drinques e risos

Mas esquecem que naquela pequena casa mora um garoto sem fé

E ele não reza

Ele cansou de rezar


Todos pintam suas vidas com cores diversas

Azul, amarelo, verde e muitas outras cores

Mas esquecem que naquela pequena casa mora um garoto em preto e branco

E ele não colore

Ele cansou de tentar pintar


Todos brincam alegremente sob a luz do dia

Cantigas de crianças beirando as calçadas

Mas esquecem que naquela pequena casa mora um garoto que não sabe viver

E ele até tentou sair daquela casa em formato de coração

Mas a flecha vermelha tinha espinhos verdes e mortais


E ele até tentou fugir daqueles olhos

Mas no fim, ele cansou de viver

terça-feira, 9 de agosto de 2011

My wrong way to make poetry


Ela ri e sorri sem saber o seu sentido
Entre a leveza dos papéis, é grata à algumas palavras
Roda o véu de sua dança sem olhar para os lados
Resta então aqueles olhos de maré calma em meio à

Tempestade.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Um poema dedicado à Nayara V.

Você é linda como aquela chuva de flor de cerejeira
Iluminando as manhãs com um sorriso simples e delicado
Vem com passos mansos como quem não quer nada
E num abraço quente e macio, me traz toda a paz que preciso
Ah! Se pudesse dizer ao mundo essa paz que sinto quando você está por perto
Não se faça de boba, é você mesmo que faz todo meu mundo sorrir
Mesmo não sabendo, talvez... Bom, isso não importa
Porque felicidade está em atos pequenos que serão lembrados para sempre
E foi com pequenos atos que você conquistou grande parte do meu coração
Um coração que muitas vezes se mostra duro e gelado
Mas que com você por perto, se torna quente e forte
Bravo! Batendo pelo vermelho que sinto ao meu redor
Sem metáforas por agora, pois não quero incomodar-te
Afinal, num mundo de enigmas e jogos, uma pitada de sinceridade.
Objetividade, seja algo raro.
E porque não resumir algo tão grande assim em três pequenas palavras?
Sim, só preciso de três pra descrever o que sinto pela garota dos olhos de mel
Me perdoe por tomar teu precioso tempo, mas o que seria do tempo sem nossas histórias?
Esqueça minhas perguntas, são outras formas de contorcer nossas realidades
É simples meu único sentimento por você
E é tão eterno quanto o vento que o sopra

Eu te amo.

domingo, 17 de julho de 2011

Desde pequena...


Fechou os olhos e respirou mais um pouco.
De repente seu mundo - pequeno, mas seu- pareceu desabar. Olhava para os lados tentando inutilmente disfarçar o que sentia. Estava decidia a dizer que não o queria por perto. Estava decidida a contar uma mentira.

Mas então, ele veio, com seu jeito todo simples de ser, com um sorriso pequeno mas sincero, e com um abraço feito para apagar todas aquelas mentiras.

domingo, 10 de julho de 2011

Time to die


"Senhorita Marieta, eta, eta, de preto vestida, vestida, vestida
Tem uma faca, faca, faca, nas costas enfiada, enfiada, enfiada.
Não pode respirar o ar, o ar
Não pode chorar, chorar, chorar.
Por isso pede, pede, pede para morrer, morrer, morrer."




(Branco é para Magia)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

s2

Entregue ao tempo, suas histórias.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O diario de Sarah

Muito se diz sobre o diário de Sarah, mas muito pouco se sabe da verdadeira história desta mulher. A questão, no entanto, é sobre a curiosa página 129 deste diário... Mas vamos por partes. Primeiro contarei brevemente a história desta mulher.

Sarah, que residia em uma região pouco povoada do Sul da Inglaterra, vivia de alguns trabalhos artesanais e de vez em quando usava de seus conhecimentos sobre plantas e ervas para curar doenças de parentes e amigos. O rei ao saber desses “dons” de cura, pediu para chamá-la, pois sua esposa encontrava-se muito doente. Sarah então foi ao palácio de bom grado e usando de seus conhecimentos, preparou um remédio e curou a doença da rainha.

O rei porém, espantado pela cura rápida e eficiente proporcionada pelo remédio, passou a temê-la e mandou seus guardas matarem-na dizendo que ela havia feito feitiçaria. Sarah desesperada, fugiu do castelo e durante três dias e três noites, os guardas reais procuraram-na e acharam somente seu diário próximo as margens de um lago. Declararam-na então morta.

A parte que poucos sabem e que eu revelarei à vocês agora é que de fato Sarah era uma bruxa, e ao ver que logo os guardas a encontrariam, usou de seus poderes para aprisionar sua alma na página 129 de seu diário onde ela falava justamente da traição do rei. Mas para que sua alma não ficasse eternamente presa, fez uma maldição, e assim, todos que lessem esta pagina teriam suas almas aprisionadas e a alma que lá residia seria liberta.

O diário foi entregue ao rei e este foi o primeiro a ser aprisionado e desde então, o diário de Sarah foi passando de mãos em mãos até que finalmente a página 129 foi arrancada e nunca mais ouviu-se falar dela.

Mas assim como Sarah enganou o rei para poder se libertar caro leitor, eu também vos enganei... Afinal você deveria ler está pagina do diário o mais rápido possível para que eu pudesse ser salvo. Sim, está é a página 129 do diário de Sarah.

Meu nome é Robert e estou preso aqui desde janeiro de 1997.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Shot

Não foi a bala que te matou, e sim, a ideia atrás dela.

domingo, 12 de junho de 2011

Silêncio


Tem horas que não te peço um sorriso
Peço somente, sinceridade em seus olhos...


quarta-feira, 1 de junho de 2011

1 de junho

Sempre achei esse dia estranho mas nunca soube realmente dizer o motivo. Talvez porque várias e várias vezes a falsidade e a sinceridade se misturavam num ar de abraços e desejos. Hoje em especial, até as próprias nuvens (sim, eu paro para repara-las) estavam em formatos estranhos no céu. Talvez sejam meus olhos, talvez não.
De qualquer forma, sempre achei este dia um tanto quanto bom demais...
Quais os presentes que mais gostei? É tão simples responder essa pergunta... O sorriso oras, sempre foi o sorriso.
Não se engane, não estou sendo falsa. A questão é que muita gente parou de ver a beleza e a felicidade que um simples sorriso trás... Confesso, muitas vezes me perdi de tal maneira que esqueci desta beleza que temos, mas agora eu me importo sim com um sorriso. E obrigada a todos aqueles que sorriram pra mim, e acreditem... Estou sorrindo para vocês.
E se tenho algo a agradecer hoje, não é pelo fato de ter vindo ao mundo neste dia, mas de poder encontrar aqui, todos vocês. Minha família, meus amigos, meus amores, tudo. Absolutamente tudo que amo. E que por ironia do destino são justamente aqueles que me aparecem repletos de sorrisos, abraços e frases de bom dia. Obrigada.
Obrigada mãe, pai, tios e tias, avô e avó, irmão, Ray, Lorrana, Nayara, Milla, Ranny, Nath, Ady, Allana, Thainá, Jun, Carina, Vítor, Eva, Annah, Dricah, Flávia e tantos outros que tornaram este dia especial para mim. E não só por hoje, mas pelos anos que se passaram.
Amo todos vocês.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Para ser perfeito


O conto abaixo foi minha redação seguindo as propostas do professor Caetano Mondadori. Espero que gostem.


Sentado sob o gramado, ele sorria feliz. Suas memórias lhe traziam seu contentamento ao ser contratado para trabalhar no jardim dos Blackwell. Ele era simples com seus trajes surrados e manchados de terra, e era justamente trazendo essa simplicidade em seus trabalhos que conseguia transformar o mais triste dos gramados no mais belo dos jardins.

Todas as noites ele caminhava por todo aquele jardim. Imenso, exuberante com suas flores de todas as formas e cores exalando um pouco da essência do jardim do Éden.

Ele era amante da terra, era parte daquilo. Nunca se apaixonara por beleza alguma além das que criava e se lhe perguntassem de onde vinham tamanha arte, ele dizia que era Deus agindo por suas mãos. Foi por este mesmo amor então que ele fez a maior de suas obras e o mais insano dos atos.

Deitado agora sob o mesmo gramado, ele sorria para as estrelas pedindo perdão pelo que havia feito. A luz da Lua revelava tímida a promessa do jardim perfeito feita por ele.

O vermelho das rosas brancas era dele. De fato, a morte seria sua ultima criação e se orgulhava disso. Podia observar todas as noites seu sangue misturado ao choro das rosas até que o dia, traiçoeiro, obrigasse-o a voltar para seu caixão. Os Blackwell enterraram-no naquele mesmo jardim como gesto de gratidão e em respeito ao amor daquele homem, não ousaram interferir em sua obra.

E como era simples aquele homem...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A filha da noite


Afogar sentimentos... Nunca havia escutado isso da boca de ninguém, mas agora era sua razão gritando antes q seu coração se afogasse num mar de sangue e sentimentos.

Havia se ferido profundamente e sabia disso, e, por mais q tentasse se livrar da culpa ali estava aqueles olhos que lhe cortavam deliciosa e dolorosamente.


Amor é aquela brincadeira para queimar tolos e cegar espertos. Talvez nunca se dera conta disso, por uma ou duas partidas que ganhara do amor, mas dessa vez era diferente... Ela havia perdido e as consequências extrapolavam do limite. A dor lhe consumia tão cruelmente que chegava a ser indolor, e era só aqueles olhos aparecerem q a mulher se desmanchava em menina.

Aquele sorriso quente e confortável agora se tornara ardente e explosivo. O toque era de desmanchar o mais forte dos muros que criara, e seu mundo agora fora roubado. O amor faz grandes apostas e agora, parecia que nem o próprio chão estava lá para apoiá-la.

A Lua daquela noite veio de forma consoladora, em forma de poesia trazendo a Rainha da Noite com seu cantar avassalador, e seu pedido era da cor da morte. E com o presente forçado, punhal em mãos... Cantarolou um único verso de um poema inacabado e dizia:

“Você ao menos faz ideia do que sinto por você?”


Silencio da dor de sangue batia entre as paredes e a Lua trajava seu manto vermelho, observando sua garota tremer uma ultima vez ao ver aquele rosto impresso. A carta era de dor e a voz era de quem nunca foi amada. O desejo era de estar perdida em seus braços no mais profundo e eterno de seus sonhos. Seus olhos eram de vidros arranhados e as lagrimas tinham gosto de sorriso. Logo o Amor veio para lhe deixar seu ultimo presente, e a rosa mais vermelha daquele jardim hoje lhe pertencia.

Ela porém não sabia que naquela mesma noite o Amor colhera tal rosa do jardim de seu amado.

domingo, 15 de maio de 2011

Harder to breath


E a cada dia que passa fica mais difícil respirar sem você...


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Queimado

Lembra de quando prometi te amar para sempre?

Lembra de todos os sonhos que disse, de todas as risadas?

Lembra-se daquela noite que passamos juntos?

Lembra-se?


E foi afogando memórias que meus olhos se afogaram em lágrimas

Foi me perdendo em lembranças que me perdi em saudades

Foi relembrando sonhos que esqueci de sonhar

Foi querendo te amar que perdi tudo


E foi perdendo tudo que me encontrei com você

Talvez uma prova do destino sobre este amor

Que aliás é platônico... Era meu

Mas era pra ser nosso... Era para ser dois


E tantos versos e poemas que queimei

Numa tentativa fútil de esconder do mundo meu amar

Acabei em chamas... Queimado

Com mãos ardentes segurando um poema de amor


E nestes versos que restaram

Eram luas e estrelas brigando por teu olhar

Quando na verdade havia apenas um tolo

Um tolo cantarolando o próprio fim


Prometi a uma fantasia que a amaria para sempre

Iludi-me com meus sonhos, busquei tanto você

E porque agora me encontro em tão sofridas dores no peito

Se meu maior desejo era morrer por você?


Eu morreria por você

Eu mataria por você

Eu faria qualquer por você

Mas ainda não descobri onde realmente está você.


Behind my eyes

Saudades de sonhos que não sei sonhar

Repletos de contos, magias e amor

Tudo o que me leva a um mundo novo

Que ainda desconheço


Reparo nas simples sombra da janela

Os cacos de vidro esparramados pelo chão

E tento me encontrar no reflexo de um espelho

Mas são seus olhos que dominam sua imensidão


Folhas descobertas pelo acaso do vento

Que soprava de leve palavras de um amante

Uma história de amor como tantas outras

Que foram perdidas na inconstância do amor


Olho de novo para esse céu azulado

Com nuvens de todas as formas e cores

Cada uma traz um sonho, lembranças, histórias

Juntas, formam os sonhos desses pecadores


Os cacos de vidro continuam esparramados pelo chão

E ao me cortar com um deles encontro minha arte

Pois a cor que reflete toda minha vida

Dor, morte e amor é a mesma que pulsa em nossos corações


Amantes ou não, agora não importa

Somos simples quando olhados por um sentimento maior

Somos donos e escravos do amor

E o pior disso, é o fato de amar estar te amando

sábado, 26 de março de 2011

...

É como se tudo só fosse fazer sentido
Quando nada faz.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Bonecos de vidro

Olhos perdidos
Sangue no ar
Bonecos de vidro
Não sabem sonhar

Redes de choro
Sal para o mar
Bonecos de vidro
Que caem ao voar

Cortinas de medo
Não deixam falar
Bonecos de vidro
Que querem chorar

Rostos medonhos
Enfrentam o luar
Bonecos de vidro
Que sonham sangrar

Morte nos lábios
Voz pra matar
Bonecos de vidro
Sufocam o gritar

Chorando as estrelas
Impõem-se a rezar
Aos bonecos de vidro
Que querem amar

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pétalas Vermelhas


Suponho que se lembre de quando era criança, e acreditava

que vinhamos ao mundo com o proposito de crescer e se tornar alguém importante, e que você independente de quem seja sempre terá sua devida importância e um devido respeito por parte de todos. Mas isso não durou muito...


Com o passar do tempo começamos a perceber q tudo isso não passava de mais uma das inúmeras histórias contadas por nossos pais ou pessoas ao nosso redor numa tentativa de resgatar um pouco do bom q existe no mundo. Percebemos que as coisas podem ser resumidas meramente em pequenos jogos, alguns simples demais, outros, complexos demais... Começamos a ver peças ao invés de pessoas, e dinheiro ao invés de felicidade. Nos tornamos então fúteis.


Não que seja ruim ser fútil, tem lá seu lado bom, você acaba simplificando as coisas, você literalmente joga com a vida e vai ganhando, e ganhando até q finalmente você cai, e só então percebe q você não é mais o jogador e sim, o próprio jogo.


E finalmente você se cansa, de jogar, de ganhar, de perder... É apenas um jogo, se cair, recomece-o. Simples, então... Qual é a graça da vida? E você se perde então naquilo que um dia você disse conhecer muito bem... Até chegar aquela pequena pétala vermelha no seu mundo preto e branco.


Vermelho.


Cor do amor e do sangue... Irônico não?


Agora sim você descobre as pequenas cores até então ignoradas, o azul, verde, amarelo, e principalmente o vermelho. Você começa a se encantar novamente e descobre um outro lado da vida, aquele onde as coisas o fascinam de forma tão simples, onde as mais pequenas coisas brilham e tudo passa a ter cores... você se encanta e se perde neste nosso universo de sonhos e fantasias.


E você sonha


E você voa


Mas sua ambição é muito grande não é? Então você

passa a querer tomar conta das cores e pintar seu mundo e construir grandes painéis e você pinta, constrói... E pra que? Você começa a enjoar das cores e o q antes o fascinava, agora o causa um profundo enjoo, dai surge a pergunta: “O que me fez achar que tudo isso era bom?”



Agora novamente você se perde, algumas vezes você joga, outras vezes você pinta e fica nesse intermédio de cores... Sem rumo...


Até que, depois de muito tempo você se depara novamente com aquela pequena pétala vermelha que te fez viver uma vez. Esta porém está velha mas surpreendentemente o vento que a levava trouxe consigo outras pétalas, jovens, bonitas e somente agora, depois de muito tempo você decide procurar a origem dessas pétalas.


E você corre mesmo sem poder correr, desesperadamente até finalmente se deparar com o antigo jardim daquela pessoa que você ousou deixar, com aquelas antigas flores que você deixou de regar... e no centro daquele jardim estava ela com a roseira que vocês plantaram juntos uma vez... Suas rosas vermelhas eram as mais belas possíveis e refletiam exatamente aquela que estaria cuidando delas.. Lindas e majestosas exibiam no entanto uma certa melancolia, uma vez que a água que era usada para rega-las, eram as próprias lagrimas de sua dona...