segunda-feira, 23 de maio de 2011

Para ser perfeito


O conto abaixo foi minha redação seguindo as propostas do professor Caetano Mondadori. Espero que gostem.


Sentado sob o gramado, ele sorria feliz. Suas memórias lhe traziam seu contentamento ao ser contratado para trabalhar no jardim dos Blackwell. Ele era simples com seus trajes surrados e manchados de terra, e era justamente trazendo essa simplicidade em seus trabalhos que conseguia transformar o mais triste dos gramados no mais belo dos jardins.

Todas as noites ele caminhava por todo aquele jardim. Imenso, exuberante com suas flores de todas as formas e cores exalando um pouco da essência do jardim do Éden.

Ele era amante da terra, era parte daquilo. Nunca se apaixonara por beleza alguma além das que criava e se lhe perguntassem de onde vinham tamanha arte, ele dizia que era Deus agindo por suas mãos. Foi por este mesmo amor então que ele fez a maior de suas obras e o mais insano dos atos.

Deitado agora sob o mesmo gramado, ele sorria para as estrelas pedindo perdão pelo que havia feito. A luz da Lua revelava tímida a promessa do jardim perfeito feita por ele.

O vermelho das rosas brancas era dele. De fato, a morte seria sua ultima criação e se orgulhava disso. Podia observar todas as noites seu sangue misturado ao choro das rosas até que o dia, traiçoeiro, obrigasse-o a voltar para seu caixão. Os Blackwell enterraram-no naquele mesmo jardim como gesto de gratidão e em respeito ao amor daquele homem, não ousaram interferir em sua obra.

E como era simples aquele homem...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A filha da noite


Afogar sentimentos... Nunca havia escutado isso da boca de ninguém, mas agora era sua razão gritando antes q seu coração se afogasse num mar de sangue e sentimentos.

Havia se ferido profundamente e sabia disso, e, por mais q tentasse se livrar da culpa ali estava aqueles olhos que lhe cortavam deliciosa e dolorosamente.


Amor é aquela brincadeira para queimar tolos e cegar espertos. Talvez nunca se dera conta disso, por uma ou duas partidas que ganhara do amor, mas dessa vez era diferente... Ela havia perdido e as consequências extrapolavam do limite. A dor lhe consumia tão cruelmente que chegava a ser indolor, e era só aqueles olhos aparecerem q a mulher se desmanchava em menina.

Aquele sorriso quente e confortável agora se tornara ardente e explosivo. O toque era de desmanchar o mais forte dos muros que criara, e seu mundo agora fora roubado. O amor faz grandes apostas e agora, parecia que nem o próprio chão estava lá para apoiá-la.

A Lua daquela noite veio de forma consoladora, em forma de poesia trazendo a Rainha da Noite com seu cantar avassalador, e seu pedido era da cor da morte. E com o presente forçado, punhal em mãos... Cantarolou um único verso de um poema inacabado e dizia:

“Você ao menos faz ideia do que sinto por você?”


Silencio da dor de sangue batia entre as paredes e a Lua trajava seu manto vermelho, observando sua garota tremer uma ultima vez ao ver aquele rosto impresso. A carta era de dor e a voz era de quem nunca foi amada. O desejo era de estar perdida em seus braços no mais profundo e eterno de seus sonhos. Seus olhos eram de vidros arranhados e as lagrimas tinham gosto de sorriso. Logo o Amor veio para lhe deixar seu ultimo presente, e a rosa mais vermelha daquele jardim hoje lhe pertencia.

Ela porém não sabia que naquela mesma noite o Amor colhera tal rosa do jardim de seu amado.

domingo, 15 de maio de 2011

Harder to breath


E a cada dia que passa fica mais difícil respirar sem você...


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Queimado

Lembra de quando prometi te amar para sempre?

Lembra de todos os sonhos que disse, de todas as risadas?

Lembra-se daquela noite que passamos juntos?

Lembra-se?


E foi afogando memórias que meus olhos se afogaram em lágrimas

Foi me perdendo em lembranças que me perdi em saudades

Foi relembrando sonhos que esqueci de sonhar

Foi querendo te amar que perdi tudo


E foi perdendo tudo que me encontrei com você

Talvez uma prova do destino sobre este amor

Que aliás é platônico... Era meu

Mas era pra ser nosso... Era para ser dois


E tantos versos e poemas que queimei

Numa tentativa fútil de esconder do mundo meu amar

Acabei em chamas... Queimado

Com mãos ardentes segurando um poema de amor


E nestes versos que restaram

Eram luas e estrelas brigando por teu olhar

Quando na verdade havia apenas um tolo

Um tolo cantarolando o próprio fim


Prometi a uma fantasia que a amaria para sempre

Iludi-me com meus sonhos, busquei tanto você

E porque agora me encontro em tão sofridas dores no peito

Se meu maior desejo era morrer por você?


Eu morreria por você

Eu mataria por você

Eu faria qualquer por você

Mas ainda não descobri onde realmente está você.


Behind my eyes

Saudades de sonhos que não sei sonhar

Repletos de contos, magias e amor

Tudo o que me leva a um mundo novo

Que ainda desconheço


Reparo nas simples sombra da janela

Os cacos de vidro esparramados pelo chão

E tento me encontrar no reflexo de um espelho

Mas são seus olhos que dominam sua imensidão


Folhas descobertas pelo acaso do vento

Que soprava de leve palavras de um amante

Uma história de amor como tantas outras

Que foram perdidas na inconstância do amor


Olho de novo para esse céu azulado

Com nuvens de todas as formas e cores

Cada uma traz um sonho, lembranças, histórias

Juntas, formam os sonhos desses pecadores


Os cacos de vidro continuam esparramados pelo chão

E ao me cortar com um deles encontro minha arte

Pois a cor que reflete toda minha vida

Dor, morte e amor é a mesma que pulsa em nossos corações


Amantes ou não, agora não importa

Somos simples quando olhados por um sentimento maior

Somos donos e escravos do amor

E o pior disso, é o fato de amar estar te amando