quarta-feira, 24 de agosto de 2011

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Todos fecham as portas e se escondem

Imersos nos sorrisos doces de pessoas às suas voltas

Mas esquecem que naquela pequena casa mora um garoto sozinho

E ele não chora

Ele cansou de chorar


Todos comem e festejam suas crenças especiais

Embebedam a noite com seus drinques e risos

Mas esquecem que naquela pequena casa mora um garoto sem fé

E ele não reza

Ele cansou de rezar


Todos pintam suas vidas com cores diversas

Azul, amarelo, verde e muitas outras cores

Mas esquecem que naquela pequena casa mora um garoto em preto e branco

E ele não colore

Ele cansou de tentar pintar


Todos brincam alegremente sob a luz do dia

Cantigas de crianças beirando as calçadas

Mas esquecem que naquela pequena casa mora um garoto que não sabe viver

E ele até tentou sair daquela casa em formato de coração

Mas a flecha vermelha tinha espinhos verdes e mortais


E ele até tentou fugir daqueles olhos

Mas no fim, ele cansou de viver

terça-feira, 9 de agosto de 2011

My wrong way to make poetry


Ela ri e sorri sem saber o seu sentido
Entre a leveza dos papéis, é grata à algumas palavras
Roda o véu de sua dança sem olhar para os lados
Resta então aqueles olhos de maré calma em meio à

Tempestade.