Saudades de sonhos que não sei sonhar
Repletos de contos, magias e amor
Tudo o que me leva a um mundo novo
Que ainda desconheço
Reparo nas simples sombra da janela
Os cacos de vidro esparramados pelo chão
E tento me encontrar no reflexo de um espelho
Mas são seus olhos que dominam sua imensidão
Folhas descobertas pelo acaso do vento
Que soprava de leve palavras de um amante
Uma história de amor como tantas outras
Que foram perdidas na inconstância do amor
Olho de novo para esse céu azulado
Com nuvens de todas as formas e cores
Cada uma traz um sonho, lembranças, histórias
Juntas, formam os sonhos desses pecadores
Os cacos de vidro continuam esparramados pelo chão
E ao me cortar com um deles encontro minha arte
Pois a cor que reflete toda minha vida
Dor, morte e amor é a mesma que pulsa em nossos corações
Amantes ou não, agora não importa
Somos simples quando olhados por um sentimento maior
Somos donos e escravos do amor
E o pior disso, é o fato de amar estar te amando
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