As vezes os sonhos se misturam com dor
Com sangue
Com suor
Com lágrimas
E deste mesmo sonho vem aquelas vozes
Julgando
Queimando
E depois de quase nada, o nada vinha lhe torturar
Com silencio
Sozinho
Sozinho
Até que então surgem novas figuras
Novas sombras
Suas sombras
Seus amores
Mas elas vieram para rir de você
Como aquela velha canção de porta-joias
Uma bailarina dançando
Ao som daquilo que te mata
E de novo vem o silencio, e depois sussurros
Primeiro uma mulher, depois uma criança
Por fim o seu amor dizendo que não quer mais
Cansado porém ainda vem dores
No peito, na alma
O coração já está dilacerado
Pedaços de carne batendo no chão
Vem então o som da noite
Te trazendo um ultimo consolo
E a pobre figura... Disfigurada
Se agarra novamente num novo sonho
Com sangue
Com suor
Com lágrimas
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