Suponho que se lembre de quando era criança, e acreditava
que vinhamos ao mundo com o proposito de crescer e se tornar alguém importante, e que você independente de quem seja sempre terá sua devida importância e um devido respeito por parte de todos. Mas isso não durou muito...
Com o passar do tempo começamos a perceber q tudo isso não passava de mais uma das inúmeras histórias contadas por nossos pais ou pessoas ao nosso redor numa tentativa de resgatar um pouco do bom q existe no mundo. Percebemos que as coisas podem ser resumidas meramente em pequenos jogos, alguns simples demais, outros, complexos demais... Começamos a ver peças ao invés de pessoas, e dinheiro ao invés de felicidade. Nos tornamos então fúteis.
Não que seja ruim ser fútil, tem lá seu lado bom, você acaba simplificando as coisas, você literalmente joga com a vida e vai ganhando, e ganhando até q finalmente você cai, e só então percebe q você não é mais o jogador e sim, o próprio jogo.
E finalmente você se cansa, de jogar, de ganhar, de perder... É apenas um jogo, se cair, recomece-o. Simples, então... Qual é a graça da vida? E você se perde então naquilo que um dia você disse conhecer muito bem... Até chegar aquela pequena pétala vermelha no seu mundo preto e branco.
Vermelho.
Cor do amor e do sangue... Irônico não?
Agora sim você descobre as pequenas cores até então ignoradas, o azul, verde, amarelo, e principalmente o vermelho. Você começa a se encantar novamente e descobre um outro lado da vida, aquele onde as coisas o fascinam de forma tão simples, onde as mais pequenas coisas brilham e tudo passa a ter cores... você se encanta e se perde neste nosso universo de sonhos e fantasias.
E você sonha
E você voa
Mas sua ambição é muito grande não é? Então você
passa a querer tomar conta das cores e pintar seu mundo e construir grandes painéis e você pinta, constrói... E pra que? Você começa a enjoar das cores e o q antes o fascinava, agora o causa um profundo enjoo, dai surge a pergunta: “O que me fez achar que tudo isso era bom?”
Agora novamente você se perde, algumas vezes você joga, outras vezes você pinta e fica nesse intermédio de cores... Sem rumo...
Até que, depois de muito tempo você se depara novamente com aquela pequena pétala vermelha que te fez viver uma vez. Esta porém está velha mas surpreendentemente o vento que a levava trouxe consigo outras pétalas, jovens, bonitas e somente agora, depois de muito tempo você decide procurar a origem dessas pétalas.
E você corre mesmo sem poder correr, desesperadamente até finalmente se deparar com o antigo jardim daquela pessoa que você ousou deixar, com aquelas antigas flores que você deixou de regar... e no centro daquele jardim estava ela com a roseira que vocês plantaram juntos uma vez... Suas rosas vermelhas eram as mais belas possíveis e refletiam exatamente aquela que estaria cuidando delas.. Lindas e majestosas exibiam no entanto uma certa melancolia, uma vez que a água que era usada para rega-las, eram as próprias lagrimas de sua dona...
AI QUE FOFO O FINAL!
ResponderExcluiradorei *-*
A gente erra, acerta, pinta, cai, levanta... O importante é (tentar) não deixar de lado e esquecer o que (ou quem) é essencial.